Calvin e seus Amigos

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O assunto merece uma atenção especial

sábado, 9 de janeiro de 2010

Bullyinng: é preciso levar a sério



Esse tipo de violência tem sido cada vez mais noticiado e precisa de educadores atentos para evitarem consequências desastrosas.
Andréia Barros [novaescola@atleitor.com.br], de João Pessoa PB
Entre os tantos desafios da escola, está posto mais um - o bullying escolar. O termo, sem tradução exata para o português, tem sido cada vez mais reportado. É um tipo de agressão que pode ser física ou psicológica, ocorre repetidamente e intencionalmente e ridiculariza, humilha e intimida suas vítimas.
"Ninguém sabe como agir. As escolas geralmente se omitem. Os pais são sabem lidar corretamente, as vítimas e as testemunham se calam. O grande desafio é convocar todos para trabalhar no incentivo a uma cultura de paz e respeito às diferenças." Setencia a promotora Soraya Escorel, membro da comissão organizadora do I Seminário paraibano sobre Bullying Escolar.
Esse termo não tem coorespondente em português. Em inglês refere-se à atitude de um bully (valentão). Objeto de estudo pela primeira vez na Noruega, o bullying é utilizado para descrever atos de violência conota alguém em desvantagem de poder, sem motivação aparente e que causa dor e humilhação a quem sofre.

Humor com Reflexão

Regras Impostas - Quando a conversa é sempre proibida, você perde a chance de favorecer a trova de ideias.





Didática Inadequada - Não adianta exigir que os alunos cumpram as tarefas se a estratégia de ensino e o tema não dizem nada a eles.




Falta de Autoridade - O que se espera da escola é conhecimento. É isso que faz o aluno respeitar o ambiente à sua volta. Se a aula está um tédio, ele vai procurar algo mais interessante para fazer.



Indisciplina

Por trás desse problema - visto pelos professores como um dos principais entraves da boa Educação -, há a falta de conhecimento sobre o tema e de adequação das estratégias de ensino
BEATRIZ VICHESSSI
Publicação da Revista Nova Escola/ Outubro 2009, p.p.78 a 89

Sua paciência está por um fio. A garotada voa pelos corredores, conversa em sala, briga no recreio, insiste em usar boné e em trazer para a sala materiais que não são de estudo. Cansado e confuso o professor se sente com os braços atados e autoridade abalada. Não suporta mais cenas que vê e não sabe o que fazer. Quer obediência! Quer controle! Quer mudanças no comportamento dos alunos!
Calma... Respire... Se você sonha com uma turma atenta e motivada, a primeira mudança necessária talvez esteja em você.
As estratégias usadas atualmente por grande parte dos professores para lidar com a indisciplina têm sido desastrosas e estão na contramão do que os especialistas apontam ser o mais adequado. Pesquisa realizada em 2008 pela Organização dos Estados Ibero-Americanos com cerca de 8,7 mil professores mostrou que 83% deles defendem medidas mais duras em relação ao comportamento dos alunos, 67% acreditam que a expulsão é o melhor caminho e 52% acham que deveriam aumentar o policiamento nas escolas.
Se a repreensão funcionasse, a indisciplina não seria apontada como o aspecto da Educação com o qual é mais difícil lidar em sala de aula, como mostrou outra pesquisa, da Fundação SM, feita em 2007 com 3,5 mil docentes de todo o país. Até mesmo os alunos acreditam que o problema vem crescendo.
Apresentamos algumas dicas para o professor encaminhar o problema.Não se trata de um manual de instruções.
Distinguir as regras morais das convivências e discutí-las;
Equilibrar de maneira justa sua reação a um problema;
Conquistar autoridade com o saber e o respeito ao aluno;
Ter como objetivo construir um ambiente cooperativo;
Agir na hora certa e sempre manter a calma;
Incentivar e respeitar a autonomia do aluno;
Ficar alerta porque a disciplina nunca acaba.
As questões ligadas à disciplina são de natureza humana. Portanto, complexas e incertas. Esse é um ponto de partida para quem convive com o problema. Para se sair bem, é preciso estudar muito e sempre revisitar o tema.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Governo Federal investe em Educação


Governo Federal invete mais em Educação e amplia a escolaridade obrigatória
Beatriz Santamauro. Com reportagem de Bianca Bibiano
Ilustração: Mario Kanno
Fonte: MEC e IBGE
Em novembro, a aprovação da Emenda Constitucional nº 59 determinou o aumento do orçam,ento do governo federal para o Ministério da Educação [MEC]. Com o fim da Desvinculação das Receitas da União [DRU], a verba será ampliada gradualmente até 2011. A nova regra determina também a universalização da pré-escola e do Ensino Médio, tornando obrigatória a matrícula para crianças e jovens entre 4 e 17 anos. O prazo para as redes se adaptarem é 2016. "A intenção é que a nova verba seja aplicada nos programas de construção das escolas de Educação Infantil e de Ensino Médio profissionalizantes, nos de formação inicial e continuadas de professores", diz Maria do Pilar Lacerda Almeida e Silva, Secretária de Educação Básica do MEC.
Entenda o impacto das mudanças nos gráficos acima.


Dicas Pedagógicas




A Revista Nova Escola - Dezembro de 2009 apresenta 50 ideias para 2010. É uma lista de ações indispensáveis ao trabalho do professor para garantir um ano de sucesso. A partir da página 40

Confira também no site: http://www.ne.org.br/


Fiz um recorte do que foi publicado na revista e faço questão de publicar nesse espaço de troca.


PLANEJAMENTO
1. Adapte o currículo da rede à realidade.
2. Estude o assunto e pense nas melhores maneiras de ensiná-lo.
3. Administre bem o horário de trabalho.
4. Antecipe as respostas dos alunos.
ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO
5. Selecione os recursos para cada atividade.
6. Reorganize a sala de acordo com a tarefa.
7. Aproveite todo o material disponível.
8. Não tranque os livros no armário.
9. Exponha os trabalhos dos alunos.
10. Peça ajuda para arrumar o espaço.
11. Transgrida e mude sua prática.
GESTÃO DA SALA DE AULA
12. Exponha a rotina diariamente.
13. Negocie acordo com a garotada.
14. Tenha interesse pelas ideias dos estudantes.
15. Torne a lição de casa uma tarefa de mais aprendizagem.
16. Enriqueça seu trabalho com as parcerias.
RESPEITO À DIVERSIDADE
17. Ao formar grupos, junte saberes diversos.
18. Acompanhe quem tem mais dificuldade.
19. Considere e valorize as competências.
20. Valorize sua relação com os alunos.
21. Fique atento à experiência de todos.
22. Crie um ambiente de aceitação.
23. Dê o exemplo e não se omita no dia a dia.
AVALIAÇÃO
24. Faça sempre um diagnóstico inicial.
25. Diga ao aluno o que espera dele.
26. Documente os trabalhos significativos.
27. Avalie o potencial de aprendizagem.
28. Compartilhe os erros e os acertos.
29. Note aspectos pertinente no momento de avaliar.
30. Use a avaliação para mudar o rumo.
31. Reflita sobre sua atuação para melhorar.
RELAÇÃO COM A COMUNIDADE
32. paute reuniões com os pais.
33. Faça parcerias com os responsáveis.
34. Informe-se sobre familiares.
35. Esclareça os objetivos as pais, deixe-os informados.
36. Resolva questões recorrentes.
37. Olhe para o entorno e participe.
TRABALHO EM EQUIPE
38. Planeje com a ajuda dos colegas.
39. Recorra ao coordenador pedagógico.
40. Discuta sobre o ensino e a aprendizagem.
41. priorize as relações profissionais.
42. Toda experiência enriquece: tanto a antiga quanto a mais jovem.
FORMAÇÃO
43. Identifique e supere suas dificuldades.
44. Mostre seu trabalho em outros lugares.
45. Aprenda com a prática dos outros.
46. Continue os estudos para crescer sempre.
47. Use a tecnologia para ensinar.
48. Assista a palestras sobre sua área.
49. Seja uma pessoa melhor ao diversificar seus interesses e conhecimentos.
50. Procure planejar seu futuro.





Nota sobre o Autor

Artur Gomes de Morais é professora da Universidade Federal de Pernambuco [UFPE] e tem pós-doutorado em Psicologia pela Universidade de Barcelona, na Espanha.
______TRECHO DO LIVRO _____
"Vemos, frequentemente, que a escola cobra do aluno que ele escreva certo, mas cria poucas oportunidades para refletir com ele sobre as dificuldades ortográficas da nossa língua. Creio que é preciso superar esse duplo desvio: em vez de se preocupar mais em avaliar, em verificar o conhecimento ortográfico dos alunos, a escola precisa investir mais em ensinar, de fato, a ortografia. No dia a dia, os erros de ortografia funcionam como uma fonte de censura e de discriminação, tanto na escola como fora dela. No interior da escola, a questão se torna extremamente grave, porque a competência textual do aluno é confundida com seu rendimento ortográfico: deixando-se impressionar pelos erros que o aprendiz comete, muitos professores ignoram avanços que ele apresenta em sua capacidade de compor textos.
Essa lamentável distorção tem suas consequências. Todos conhecemos pessoas que, mesmo depois de muitos anos de escolaridade, se sentem constrangidas quando têm de escrever, quando precisam redigir seus próprios textos, porque têm 'medo de erras'."

Estante/ Resenha


Quando devo começar a trabalhar ortografia? O que e como devo ensinar? Como descubro o que os alunos já sabem a respeito? É preciso considerar os erros para avaliar a turma?


Difícil encontrar um educador que nunca se deparou com questões como essas e não se viu encurralado frente a indagações dos alunos, questionando por que existe Helena sem H também. E mais: não são raras as vezes em que os responsáveis pelo ensino da ortografia ficam com dúvida a respeito de como se escreve essa ou aquela palavra. É normal e compreensível que tudo isso ocorra, até porque nossa língua escrita é composta de uma série de acordos estabelecidos para atender a algumas convenções que compõem a língua-padrão e é alvo de mudanças de tempos em tempos, como o recente acordo ortográfico.
Levando essas e outras questões em consideração, em Ortografia: Ensinar e Aprender (128 págs., Ed. Ática, $36,90), Artur Gomes de Morais apresenta e discute uma série de princípios e encaminhamentos didáticos sobre o conteúdo de forma saborosa, tornando a leitura um exercício agradável - ainda que ele julgue o trabalho com as questões ortográficas um terreno árido. O autor também dá respostas não só para as questões iniciais desta resenha como também para tantas outras que envolvem (e, por que não dizer, perseguem) os educadores na escola e fora dela.
O livro é dividido em duas partes: Aprender Ortografia e Ensinar Ortografia. Na primeira, explica-se o que é e para que serve a ortografia, o que o estudante pode compreender e o que deve memorizar e como ele aprende as normas. Na segunda, são analisadas as práticas usuais, definidos príncípios norteadores para o ensino e exploradas situações que envolvem o ensino e a aprendizagem do conteúdo. Para encerrar a obra, no capítulo Palavras Finais, Morais discorre a respeito das estratégias que propõe e das possíveis interpretações equivocadas que alguns educadores acabam tendo ao lê-las. Uma parte que, definitivamente, vale a pena ser lida logo no início, dadas a complexidade e a sutileza que envolvem a relação das questões ortográficas com a escola.
Publicada em: Revista Nova Escola, dezembro de 2009, p.86
ELAINE DE PAULA, autora desta resenha, é pós-graduada em Psicopedagogia e leciona Língua Portuguesa no Ensino Fundamental em Catas Altas, a 142 km de Belo Horizonte